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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA NEUROANATOMIA

 

 

 

 

 

Generalidades

 

 

 

 

Cada vez menos se pode dissociar o estudo anatômico da radiologia como abordagem multidisciplinar neste contexto. Após uma longa evolução, as neurociências afirmam-se, hoje em dia, como o estudo do sistema nervoso, das suas composições moleculares e bioquímicas, e as diferentes manifestações deste sistema e do tecido através das nossas atividades intelectuais, tais como a linguagem, o reconhecimento das formas, a resolução de problemas e a planificação das ações. SN não é uma massa contínua de células, mas uma intrincada rede de células, o qual se conecta ao outro somente em partes especializadas de interação chamada sinapse (doutrina do neurônio). Esta proposta foi sustentada pela embriologia (Harrison), achando que a ponta do axônio dá origem ao cone de crescimento, o qual chefia o avanço do axônio ao seu alvo. No final do século XVIII (Galvani) - surge a neurofisiologia, descobrindo que a atividade da célula nervosa fornece uma maneira de conduzir o sinal que transporta informações de uma célula a outra. A farmacologia surge no final do século XIX, demonstrando que drogas interagem com receptores específicos sobre a célula, base da transmissão sináptica química.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conceitos:

 

  • Sistema Nervoso: É um conjunto de órgãos responsáveis pela coordenação e integração dos demais sistemas orgânicos, relacionando o organismo com as variações do meio externo e controlando o funcionamento visceral.
  • Neuroanatomia: É à parte da Anatomia que estuda o sistema nervoso. VIII - Alguns conceitos importantes em neuroanatomia:

 

Substância branca e cinzenta:

 

  • Substância branca: formada pelo predomínio de fibras nervosas envolvidas por bainha de mielina.
  • Substância cinzenta: formada pelo predomínio de corpos celulares dos neurônios.

 

 

 

Divisão do Sistema Nervoso:

 

 

 

Critério Morfológico:

 

  • Sistema Nervoso Central: a parte do sistema nervoso situado dentro da caixa craniana e no canal vertebral. Analisando as informações, armazena sob a forma de memória, elabora padrões de resposta ou geram respostas espontâneas.

 

  • Sistema Nervoso Periférico: É a parte do sistema nervoso situada fora da caixa craniana e do canal vertebral, interligando o SNC a todas as regiões do corpo.

 

Critério Funcional:

 

  • Sistema Nervoso Somático (SNS) Aquele que relaciona o indivíduo com o meio externo (meio ambiente). Sistema de vida de relação.

 

  • Sistema Nervoso Visceral (SNV) Se relaciona com a inervação e controle das estruturas viscerais (meio interno). Sistema de vida vegetativa.

 

 

 

 

 

 

 

EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO

 

 

 Origem do sistema nervoso:

1. Placa neural - espessamento do ectoderma na linha mediana dorsal do embrião.

2. Sulco neural - um sulco longitudinal

3. Goteira neural - invaginação do sulco (se aprofunda)

4. Tubo e cristas neurais - os lábios da goteira neural se fundem formando o tubo neural e de cada lado do tubo se desenvolvem (se diferenciam) células que formam as cristas neurais.

Espessamento do Ectoderma:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

II - Cristas neurais: formam o sistema nervoso periférico.

 

 

1. Gânglios sensitivos

2. Gânglios motores viscerais

3. Medula da glândula supra-renal

4. Paragânglios

5. Melanócitos

6. Células de Schwann

7. Células "C" da glândula tireóide

8. Anfícitos (envolvem os gânglios sensitivos)

9. Dura-máter e aracnóide

 

Erros no processo da formação do sistema nervoso :

 

 

1. Anencefalia - mal formação do tubo neural, falha na parte cranial da placa neural, onde o neuropóro anterior não se fecha. Falta então a força da pressão positiva do fluido cérebro-espinhal no interior do tubo neural para expandir-se em vesículas e fendas.

 

 

 

2. Espinha Bífida Cística (aberta ou fechada)- deformidade da região posterior, dorsal, onde observa-se a falha na formação dos arcos vertebrais, temos conseqüentemente a exposição dos conteúdos da medula espinhal recobertas ou não pelas membranas meníngeas. Encontram-se várias alturas para este tipo de mal formação. É atribuída a uma falha do desenvolvimento do somito circundante.

 

 

 

   Espinha Bífida Cística (fechada)                           Espinha Bífida Cística (aberta)

3. Hidrocefalia- (não comunicante) mal formação congênita onde o sistema ventricular falha em se comunicar com os demais ventrículos ou espaço subaracnoídeo, como conseqüência há um acúmulo de fluido cérebro-espinhal no sistema ventricular e aumento significativo do perímetro cefálico.

 

 

 

 

 

 

CÉREBRO

 

O cérebro é a parte do sistema nervoso central que fica dentro do crânio. É a parte mais desenvolvida e a mais volumosa do encéfalo, pesa cerca de 1,2kg a 1,5 kg é uma massa de tecido cinza-róseo. Quando cortado, o cérebro apresenta duas substâncias diferentes: uma branca, que ocupa o centro, e outra cinzenta, que forma o córtex cerebral. O córtex cerebral está dividido em mais de quarenta áreas funcionalmente distintas. Cada uma delas controla uma atividade específica. A presença de grande áreas cerebrais relacionadas ao controle da face e das mãos explica por que essas partes do corpo têm tanta sensibilidade. No córtex estão agrupados os neurônios.

Componentes do cérebro

O cérebro é composto por cerca de 100 bilhões de células nervosas, conectadas umas às outras e responsáveis pelo controle de todas as funções mentais. Além das células nervosas (neurônios), o cérebro contém células da glia (células de sustentação), vasos sangüíneos e órgãos secretores.

Ele tem três componentes estruturais principais: os grandes hemisférios cerebrais, em forma de abóbada (acima), o cerebelo, menor e com formato meio esférico (mais abaixo à direita), e o tronco cerebral (centro).

No tronco cerebral, destacam-se a medula alongada ou bulbo raquiano (o alargamento central) e o tálamo (entre a medula e os hemisférios cerebrais).

  • Os hemisférios cerebrais são responsáveis pela inteligência e pelo raciocínio.
  • O tronco encefálico, formado pelo mesencéfalo, pela ponte e pela medula oblonga, conecta o cérebro à medula espinal, além de coordenar e entregar as informações que chegam ao encéfalo. Controla a atividade de diversas partes do corpo.
  • O mesencéfalo recebe e coordena informações referentes ao estado de contrações dos músculos e à postura, responsável por certos reflexos.
  • O cerebelo ajuda a manter o equilíbrio e a postura.
  • O bulbo raquiano está implicado na manutenção das funções involuntárias, tais como a respiração.
  • A ponte é constituída principalmente por fibras nervosas mielinizadas que ligam o córtex cerebral ao cerebelo.
  • O tálamo age como centro de retransmissão dos impulsos elétricos, que viajam para e do córtex cerebral.

Funções dos hemisférios cerebrais direito e esquerdo

Embora os hemisférios cerebrais tenham uma estrutura simétrica, ambos com os dois lóbulos que emergem do tronco cerebral e com áreas sensoriais e motoras, certas funções intelectuais são desempenhadas por um único hemisfério. Geralmente, o hemisfério dominante de uma pessoa ocupa-se da linguagem e das operações lógicas, enquanto que o outro hemisfério controla as emoções e as capacidades artísticas e espaciais. Em quase todas as pessoas destras e em muitas pessoas canhotas, o hemisfério dominante é o esquerdo. Esses dois hemisférios são conectados entre si por uma região denominada corpo caloso.

 

Funções do cérebro

 

O cérebro é o centro de controle do movimento, do sono, da fome, da sede e de quase todas as atividades vitais necessárias à sobrevivência. Todas as emoções, como o amor, o ódio, o medo, a ira, a alegria e a tristeza, também são controladas pelo cérebro. Ele está encarregado ainda de receber e interpretar os inúmeros sinais enviados pelo organismo e pelo exterior.

Os cientistas já conseguiram elaborar um mapa do cérebro, localizando diversas regiões responsáveis pelo controle da visão, da audição, do olfato, do paladar, dos movimentos automáticos e das emoções, entre outras. No entanto, pouco ainda se sabe sobre os mecanismos que reagem o pensamento e a memória.

O cérebro é  delimitado pelos lobos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TRONCO  ENCEFÁLICO

Introdução

O tronco encefálico está localizado entre o diencéfalo e a medula. É constituído por corpos de neurônios que juntos formam núcleos e por fibras nervosas que juntas formam tractos ou fascículos. Além disso, dos 12 pares de nervos cranianos 10 fazem conexão com o tronco encefálico. O tronco encefálico se divide em :

• mesencéfalo: estrutura mais cranial

• ponte: estrutura entre as outras duas partes

• bulbo: estrutura mais caudal

Bulbo

O bulbo ou  medula oblonga delimita-se com a medula na altura do forame magno e com a ponte no chamado sulco bulbo-pontino.

Ponte

A ponte repousa sobre a parte basilar do osso occipital e dorso da sela túrcica do osso esfenóide. Ventralmente apresenta estriações transversais que se juntarão lateralmente para formar o pedúnculo cerebelar médio (ou braço da ponte) sendo que sua delimitação com a ponte será o nervo trigêmio.

Mesencéfalo

limites e divisões: localiza-se entre o diencéfalo e a ponte, sendo atravessado pelo aqueduto cerebral.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Célula Nervosa

 

 

 Célula Nervosa (neurônio): são células altamente excitáveis, comunicam-se entre si ou com células efetuadoras usando basicamente uma linguagem elétrica. Nos vertebrados após a diferenciação os neurônios não se dividem, ou seja, após o nascimento não são mais produzidos novos neurônios.Corpo celular ou soma  tem tamanho muito variado, geralmente triangular ou piramidal; parte da célula que contém o núcleo-centro metabólico do neurônio. É rico em

organelas citoplasmáticas.

 

Prolongamentos:

 

a) Dendritos - geralmente são curtos e ramificamse em prolongamentos cada vez mais fino. São especializados em receber o estímulo.

b) Axônio (fibra nervosa) - tem diâmetro de 0,2 a 20 μm e estende-se até 1 metro; é especializado em gerar e conduzir o estímulo, é a unidade condutora, mantém a capacidade de um transiente elétrico que quando modificado determina o potencial de ação.

c) Bainha de mielina: é uma bainha de tecido gorduroso que envolve as fibras nervosas agindo como meio isolante.

 

 

Tipos de células:

Quanto à função:

  • Neurônio sensitivo: levam informações ao sistema nervoso central.
  • Neurônio motor: levam a resposta elaborada ao orgão efetuador da

 

Quanto à morfologia:

 

  • Pseudo-unipolar - tem o corpo celular localizado no gânglio (neurônios sensitivos)
  • Bi-polar - possui dois prolongamentos que deixam o corpo celular (dendrito e axônio) São encontrados na retina e no gânglio espiral do ouvido interno (neurônios sensitivos).
  • Multi-polar - Possui vários dendritos e apenas um axônio (neurônios motores).

 

 

 

Sinapses:

Elétricas

Químicas

 

 Neuróglia: tem como funções sustentação, revestimento ou isolamento, modulação da atividade neural e defesa (fagocitose). Conserva a capacidade de realizar mitose (crescimento).

 

5.1 - No sistema nervoso central: Oligodendrócitos (produzem abainha de mielina)

5.2 - No sistema nervoso periférico: Células de Schwann (produzem a bainha de mielina)

 

ANATOMIA MACROSCÓPICA DA MEDULA ESPINHAL.

 

 

Generalidades

 

A Medula Espinhal (ME) e seus nervos associados têm imensa importância funcional. Essas

estruturas atuam para:

  • Receber fibras aferentes, oriunda de receptores sensoriais de tronco e membros;
  • Controlar os movimentos de tronco e membros;
  • Fornecer inervação autonômica para a maioria das vísceras;
  • Também é um centro reflexo.

 

Conceito

 

É o órgão mais simples do SNC, localizado dentro do canal vertebral (não o ocupando totalmente) e que mede aproximadamente 45 a 50 cm. Trata-se de uma estrutura que pouco se modifica desde sua formação embrionária. É um órgão aproximadamente cilíndrico, porém levemente achatado anteriormente.

 

Alguns Termos Importantes:

 

1  - Decussação: formação anatômica constituída por fibras nervosas que cruzam obliquamente o plano mediano.

2 -  Comissura: formação anatômica constituída por fibras nervosas que cruzam transversalmente o plano mediano.

3  - Fibras de Projeção: associam pontos distantes, em órgãos diferentes. Ex: pedúnculos cerebelares.

4  - Fibras de associação: associam pontos distantes , mas sem abandonar o mesmo órgão. (dentro da mesma estrutura).

 

Espaços entre as meninges:

 

  • Epidural (extra-dural) - entre a duramátere o periósteo do canal central vertebral contém gorduras e vasos sanguíneos.
  • Sub-dural - entre a dura máter earacnóide (pouco líquido).
  • Subaracnóideo - entre a aracnóide e a pia- máter (contém líquido cérebro-espinhal - Líquor); mais importante - explorado clinicamente na região lombar (punções, medida de pressão, anestesias raquidianas, mielografias).

 

I - ESTUDO DAS MENINGES:

 

 

São membranas conjuntivas que revestem o SNC tem a função de proteção e ainda pode ser acometidas por patologias: meningites e tumores primários (meningiomas). Importantes para o acesso cirúrgico

 

Divisão:

 

  • Paquimeninge: dura-máter - mais superficial, espessa e resistente, rica em fibras colágenas contendo vasos e nervos.
  • Leptomeninges: aracnóide e pia-máter, no embrião constituem uma única camada.

 

Funções - proteção contra impactos, bem como suporte estrutural do tecido nervoso.

 

 

II - DURA-MÁTER:

 

  • Dura-máter espinhal: já estudada em medula espinhal, possui um folheto.
  • Dura-máter encefálica: possui dois folhetos

 

Divisão das Pregas:

 

  • Foice do cérebro - É um septo vertical mediano, que ocupa o fissura longitudinal do cérebro separando os dois hemisférios.
  • Foice do cerebelo - separando os dois hemisférios cerebelares.
  • Tenda do cerebelo - projeta-se para frente como um septo transversal entre os lobos occipitais e o cerebelo.
  • Diafragma da sela túrcica - pequena lâmina horizontal que fecha superiormente a sela túrcica, deixando apenas um pequeno orifício para a passagem da haste hipofisária. Isola e protege a hipófise, mas dificulta  consideravelmente a cirurgia desta glândula.

 

III - ARACNÓIDE:

 

Conceito:

 

Membrana muito delicada, justaposta a dura-máter, da qual se separa por um espaço virtual (subdural) contendo pequena quantidade de liquor. Separa-se da pia-máter pelo espaço sub-aracnóideo, que contém o LCR(líquido cefalorraquidiano) ou liquor.

 

 

Estruturas do encéfalo e na medula encefálica:

 

 

 

Trabéculas aracnóideas - delicadas estruturas em forma de teia de aranha que pertencem a aracnóide e atravessam o espaço para ligar-se a pia-máter Granulações aracnóideas - são projeções da aracnóide em forma de tufos que penetram no interior dos seios da dura-máter, nos quais o LCR esta separado do sangue apenas pelo endotélio do seio e uma delgada camada da aracnóide. Função de absorção.

V - PIA MÁTER:

 

É a mais interna das meninges, aderindo-se intimamente à superfície do encéfalo, descendo até o fundo dos sulcos cerebrais, dá consistência aos órgãos nervosos. A pia-máter acompanha os vasos (oriundos do espaço subaracnoídeo) que penetram no tecido nervoso, formando a parede externa dos espaços perivasculares, os quais contém LCR , funcionando como um manguito protetor em torno dos vasos, amortecendo o efeito da pulsação das artérias sobre o tecido circunvizinho.

 

 

ESTUDO DO LCR (LÍQUOR):

 

Fluido aquoso e incolor que ocupa o espaço subaracnóideo e as cavidades ventriculares. Sua função é de proteção, formando um coxim líquido. Segundo o princípio de Pascal, qualquer pressão exercida na sua superfície se distribuirá igualmente em todos os pontos. Por outro lado, como o SNC está submerso no LCR do espaço subaracnóideo, o torna muito mais leve (1500 g no ar livre ( pesara 50 g em seu envoltório (princípio de Arquimedes).

 

 

 

Características

 

  • Pressão - 5 - 20 cm H2O
  • Formação - não é apenas um filtrado, mas um processo de secreção (transporte ativo de NaCl) pelo epitélio ependimário, principalmente nos plexos corióides
  • Produção - 0,3 - 0,4 ml/min ou 400 - 500 ml/dia. Volume total estimado de 100 a 150 ml
  • Circulação - deixam as cavidades encefálicas através dos forames laterais e mediano para circular no espaço subaracnoídeo da ME e encefálico. É extremamente lenta, através da produção/absorção e pulsação das artérias intra-cranianas.
  • Absorção - no sangue, absorção de 4 - 6 vezes a taxa de formação.

 

                    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O SISTEMA NERVOSOS PERÍFERICO

O sistema nervoso periférico é formado por nervos encarregados de fazer as ligações entre o sistema nervoso central e o corpo. NERVO é a reunião de várias fibras nervosas, que podem ser formadas de axônios ou de dendritos.

As fibras nervosas,  formadas pelos prolongamentos dos neurônios (dendritos ou axônios) e seus envoltórios, organizam-se em feixes. Cada feixe forma um nervo. Cada fibra nervosa é envolvida por uma camada conjuntiva denominada endoneuro. Cada feixe é envolvido por uma bainha conjuntiva denominada perineuro. Vários feixes agrupados paralelamente formam um nervo. O nervo também é envolvido por uma bainha de tecido conjuntivo chamada epineuro.  Em nosso corpo existe um número muito grande de nervos. Seu conjunto forma a rede nervosa.

 

 

Os nervos que levam informações da periferia do corpo para o SNC são os nervos sensoriais (nervos aferentes ou nervos sensitivos), que são formados por prolongamentos de neurônios sensoriais (centrípetos). Aqueles que transmitem impulsos do SNC para os músculos ou glândulas são nervos motores ou eferentes, feixe de axônios de neurônios motores (centrífugos). Existem ainda os nervos mistos, formados por axônios de neurônios sensoriais e por neurônios motores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando partem do encéfalo, os nervos são chamados de cranianos; quando partem da medula espinhal denominam-se raquidianos.Do encéfalo partem doze pares de nervos cranianos. Três deles são exclusivamente sensoriais, cinco são motores e os quatro restantes são mistos.

 

Nervo craniano

 

Função

I-OLFATÓRIO

sensitiva

Percepção do olfato.

II-ÓPTICO

sensitiva

Percepção visual.

III-OCULOMOTOR

motora

Controle da movimentação do globo ocular, da pupila e do cristalino.

IV-TROCLEAR

motora

Controle da movimentação do globo ocular.

V-TRIGÊMEO

mista

Controle dos movimentos da mastigação (ramo motor);

Percepções sensoriais da face, seios da face e dentes (ramo sensorial).

VI-ABDUCENTE

motora

Controle da movimentação do globo ocular.

VII-FACIAL

mista

Controle dos músculos faciais - mímica facial (ramo motor);

Percepção gustativa no terço anterior da língua (ramo sensorial).

VIII-VESTÍBULO-COCLEAR

sensitiva

Percepção postural originária do labirinto (ramo vestibular);

Percepção auditiva (ramo coclear).

IX-GLOSSOFARÍNGEO

mista

Percepção gustativa no terço posterior da língua, percepções sensoriais da faringe, laringe e palato.

X-VAGO

mista

Percepções sensoriais da orelha, faringe, laringe, tórax e vísceras. Inervação das vísceras torácicas e abdominais.

XI-ACESSÓRIO

motora

Controle motor da faringe, laringe, palato, dos músculos esternoclidomastóideo e trapézio.

XII-HIPOGLOSSO

motora

Controle dos músculos da faringe, da laringe e da língua.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem: AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Conceitos de Biologia. São Paulo, Ed. Moderna, 2001. vol. 2.

Os 31 pares de nervos raquidianos que saem da medula relacionam-se com os músculos esqueléticos. Eles se formam a partir de duas raízes que saem lateralmente da medula: a raiz posterior ou dorsal, que é sensitiva, e a raiz anterior ou ventral, que é motora. Essas raízes se unem logo após saírem da medula. Desse modo, os nervos raquidianos são todos mistos. Os corpos dos neurônios que formam as fibras sensitivas dos nervos sensitivos situam-se próximo à medula, porém fora dela, reunindo-se em estruturas especiais chamadas gânglios espinhais. Os corpos celulares dos neurônios que formam as fibras motoras localizam-se na medula. De acordo com as regiões da coluna vertebral, os 31 pares de nervos raquidianos distribuem-se da seguinte forma:

  • oito pares de nervos cervicais;
  • doze pares de nervos dorsais;
  • cinco pares de nervos lombares;
  • seis pares de nervos sagrados ou sacrais.

 

 

O conjunto de nervos cranianos e raquidianos forma o sistema nervoso periférico.

Com base na sua estrutura e função, o sistema nervoso periférico pode ainda subdividir-se em duas partes: o sistema nervoso somático e o sistema nervoso autônomo ou de vida vegetativa.

As ações voluntárias resultam da contração de músculos estriados esqueléticos, que estão sob o controle do sistema nervoso periférico voluntário ou somático. Já as ações involuntárias resultam da contração das musculaturas lisa e cardíaca, controladas pelo sistema nervoso periférico autônomo, também chamado involuntário ou visceral.

O SNP Voluntário ou Somático tem por função reagir a estímulos provenientes do ambiente externo. Ele é constituído por fibras motoras que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos esqueléticos. O corpo celular de uma fibra motora do SNP voluntário fica localizado dentro do SNC e o axônio vai diretamente do encéfalo ou da medula até o órgão que inerva.

O SNP Autônomo ou Visceral, como o próprio nome diz, funciona independentemente de nossa vontade e tem por função regular o ambiente interno do corpo, controlando a atividade dos sistemas digestório, cardiovascular, excretor e endócrino. Ele contém fibras nervosas que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos lisos das vísceras e à musculatura do coração. Um nervo motor do SNP autônomo difere de um nervo motor do SNP voluntário pelo fato de conter dois tipos de neurônios, um neurônio pré-ganglionar e outro pós-ganglionar. O corpo celular do neurônio pré-ganglionar fica localizado dentro do SNC e seu axônio vai até um gânglio, onde o impulso nervoso é transmitido sinapticamente ao neurônio pós-ganglionar. O corpo celular do neurônio pós-ganglionar fica no interior do gânglio nervoso e seu axônio conduz o estímulo nervoso até o órgão efetuador, que pode ser um músculo liso ou cardíaco.

O sistema nervoso autônomo compõe-se de três partes:

  • Dois ramos nervosos situados ao lado da coluna vertebral. Esses ramos são formados por pequenas dilatações denominadas gânglios, num total de 23 pares.
  • Um conjunto de nervos que liga os gânglios nervosos aos diversos órgãos de nutrição, como o estômago, o coração e os pulmões.
  • Um conjunto de nervos comunicantes que ligam os gânglios aos nervos raquidianos, fazendo com que os sistema autônomo não seja totalmente independente do sistema nervoso cefalorraquidiano.  

 

Imagem: LOPES, SÔNIA. Bio 2.São Paulo, Ed. Saraiva, 2002.

O sistema nervoso autônomo divide-se em sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. De modo geral, esses dois sistemas têm funções contrárias (antagônicas). Um corrige os excessos do outro. Por exemplo, se o sistema simpático acelera demasiadamente as batidas do coração, o sistema parassimpático entra em ação, diminuindo o ritmo cardíaco. Se o sistema simpático acelera o trabalho do estômago e dos intestinos, o parassimpático entra em ação para diminuir as contrações desses órgãos.O SNP autônomo simpático, de modo geral, estimula ações que mobilizam energia, permitindo ao organismo responder a situações de estresse. Por exemplo, o sistema simpático é responsável pela aceleração dos batimentos cardíacos, pelo aumento da pressão arterial, da concentração de açúcar no sangue e pela ativação do metabolismo geral do corpo.

Já o SNP autônomo parassimpático estimula principalmente atividades relaxantes, como as reduções do ritmo cardíaco e da pressão arterial, entre outras.

Uma das principais diferenças entre os nervos simpáticos e parassimpáticos é que as fibras pós-ganglionares dos dois sistemas normalmente secretam diferentes hormônios. O hormônio secretado pelos neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso parassimpático é a acetilcolina, razão pela qual esses neurônios são chamados colinérgicos.

Os neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso simpático secretam principalmente noradrenalina, razão por que a maioria deles é chamada neurônios adrenérgicos. As fibras adrenérgicas ligam o sistema nervoso central à glândula supra-renal, promovendo aumento da secreção de adrenalina, hormônio que produz a resposta de "luta ou fuga" em situações de stress.

A acetilcolina e a noradrenalina têm a capacidade de excitar alguns órgãos e inibir outros, de maneira antagônica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Órgão

Efeito da estimulação simpática

Efeito da estimulação parassimpática

Olho: pupila

Músculo ciliar

Dilatada

nenhum

Contraída

Excitado

Glândulas gastrointestinais

vasoconstrição

Estimulação de secreção

Glândulas sudoríparas

sudação

Nenhum

Coração: músculo (miocárdio)

Coronárias

Atividade aumentada

Vasodilatação

Diminuição da atividade

Constrição

Vasos sanguíneos sistêmicos:

Abdominal

Músculo

Pele

Constrição

Dilatação

Constrição ou dilatação

Nenhum

Nenhum

Nenhum

Pulmões: brônquios

Vasos sangüíneos

Dilatação

Constrição moderada

Constrição

Nenhum

Tubo digestivo: luz

Esfíncteres

Diminuição do tônus e da peristalse

Aumento do tônus

Aumento do tônus e do peristaltismo

Diminuição do tônus

Fígado

Liberação de glicose

Nenhum

Rim

Diminuição da produção de urina

Nenhum

Bexiga: corpo

Esfíncter

Inibição

Excitação

Excitação

Inibição

Ato sexual masculino

Ejaculação

Ereção

Glicose sangüínea

Aumento

Nenhum

Metabolismo basal

Aumento em até 50%

Nenhum

Atividade mental

Aumento

Nenhum

Secreção da medula supra-renal (adrenalina)

Aumento

Nenhum

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em geral, quando os centros simpáticos cerebrais se tornam excitados, estimulam, simultaneamente, quase todos os nervos simpáticos, preparando o corpo para a atividade.

 

Além do mecanismo da descarga em massa do sistema simpático, algumas condições fisiológicas podem estimular partes localizadas desse sistema. Duas das condições são as seguintes:

  • Reflexos calóricos: o calor aplicado à pele determina um reflexo que passa através da medula espinhal e volta a ela, dilatando os vasos sangüíneos cutâneos. Também o aquecimento do sangue que passa através do centro de controle térmico do hipotálamo aumenta o grau de vasodilatação superficial, sem alterar os vasos profundos.
  • Exercícios: durante o exercício físico, o metabolismo aumentado nos músculos tem um efeito local de dilatação dos vasos sangüíneos musculares; porém, ao mesmo tempo, o sistema simpático tem efeito vasoconstritor para a maioria das outras regiões do corpo. A vasodilatação muscular permite que o sangue flua facilmente através dos músculos, enquanto a vasoconstrição diminui o fluxo sangüíneo em todas as regiões do corpo, exceto no coração e no cérebro.

Nas junções neuro-musculares, tanto nos gânglios do SNPA simpático como nos do parassimpático, ocorrem sinapses químicas entre os neurônios pré-ganglionares e pós-ganglionares. Nos dois casos, a substância neurotransmissora é a acetilcolina. Esse mediador químico atua nas dobras da membrana, aumentando a sua permeabilidade aos íons sódio, que passa para o interior da fibra, despolarizando essa área da membrana do músculo. Essa despolarização local promove um potencial de ação que é conduzido em ambas as direções ao longo da fibra, determinando uma contração muscular. Quase imediatamente após ter a acetilcolina estimulado a fibra muscular, ela é destruída, o que permite a despolarização da membrana.

NEUROPATOLOGIAS

 

•·         Acidente Vascular Cerebral (AVC)

É um distúrbio grave do sistema nervoso. Podem ser causados tanto pela obstrução de uma artéria, que leva à isquemia de uma área do cérebro, como por uma ruptura arterial seguida de derrame. Os neurônios alimentados pela artéria atingida ficam sem oxigenação e morrem, estabelecendo-se uma lesão neurológica irreversível. A porcentagem de óbitos entre as pessoas atingidas por AVC é de 20 a 30% e, dos sobreviventes, muitos passam a apresentar problemas motores e de fala. Algum dos fatores que predispõem ao AVC são a hipertensão arterial, a taxa elevada de colesterol no sangue, a obesidade, o diabete melito, o uso de pílulas anticoncepcionais e o hábito de fumar.

•·         Ataques Epiléticos

Epilepsia não é um doença e sim um sintoma que pode ocorrer em diferentes formas clínicas. As epilepsias aparecem, na maioria dos casos, antes dos 18 anos de idade e podem ter causas diversas, tais como anomalias congênitas, doenças degenerativas do sistema nervoso, infecções, lesões decorrentes de traumatismo craniano, tumores cerebrais, etc.

•·         Cefaléias

São dores de cabeça que podem se propagar pela face, atingindo os dentes e o pescoço. Sua origem está associada a fatores diversos como tensão emocional, distúrbios visuais e hormonais, hipertensão arterial, infecções, sinusites, etc. A enxaqueca é um tipo de cefaléia que ataca periodicamente a pessoa e se caracteriza por uma dor latejante, que geralmente afeta metade da cabeça. As enxaquecas são freqüentemente acompanhadas de fotofobia (aversão a luz), distúrbios visuais, náuseas, vômitos, dificuldades em se concentrar, etc. As crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por diversos fatores, tais como tensão emocional, tensão pré-menstrual, fadiga, atividade física excessiva, jejum, etc.

 

 

•·         Doenças degenerativas do sistema nervoso

Diversos fatores podem causar morte celular e degeneração, em maior ou menor escala, do sistema nervoso. Esses fatores podem ser mutações genéticas, infecções virais, drogas psicotrópicas, intoxicação por metais, poluição, etc. As doenças nervosas degenerativas mais conhecidas são a esclerose múltipla, a doença de Parkinson, a doença de Huntington e a doença de Alzheimer.

•·         Esclerose Múltipla

Se manifesta por volta dos 25 a 30 anos de idade, sendo mais freqüente nas mulheres. Os primeiros sintomas são alterações da sensibilidade e fraqueza muscular. Podem ocorrer perda da capacidade de andar, distúrbios emocionais, incontinência urinária, quedas de pressão, sudorese intensa, etc. Quando o nervo óptico é atingido, pode ocorrer diplopia (visão dupla).

•·         Doença de Parkinson

Manifesta-se geralmente a partir dos 60 anos de idade e é causada por alterações nos neurônios que constituem a "substância negra" e o corpo estriado, dois importantes centros motores do cérebro. A pessoa afetada passa a apresentar movimentos lentos, rigidez corporal, tremor incontrolável, além de acentuada redução na quantidade de dopamina, substância neurotransmissora fabricada pelos neurônios do corpo estriado.

•·         Doença de Huntington

Começa a se manifestar por volta dos 40 anos de idade. A pessoa perde progressivamente a coordenação dos movimentos voluntários, a capacidade intelectual e a memória. Causado pela morte dos neurônios do corpo estriado. Pode ser hereditária, causada por uma mutação genética.

•·         Doença de Alzheimer

O nome da doença surgiu por causa do neurologista alemão Alois Alzheimer. Esta doença é uma demência que se manifesta por volta dos cinqüenta anos e se caracteriza por uma deterioração intelectual profunda, desorientando a pessoa, que perde progressivamente a memória, as capacidades de aprender e de falar. Essa doença é considerada a primeira causa de demência senil. A expectativa média de vida de quem sofre desta moléstia é entre cinco e dez anos, embora atualmente muitos pacientes sobrevivam por 15 anos ou mais. PS.: Demência senil - forma clínica de deterioração intelectual do idoso. Cerca de 10% de todas as pessoas maiores de 65 anos sofrem uma degeneração intelectual significativa. Através do Alzheiner, ocorre alterações em diversos grupos de neurônios do córtex-cerebral, é uma doença hereditária, tendo origem por mutação gênica. É uma demência degenerativa primária ainda pouco conhecida: pré-disposição hereditária, fatores congênitos, perturbações metabólicas diversas, intoxicações, infecções por vírus, etc. Uma anomalia enzimática parece ser uma provável causa que transformaria, por fosforilação excessiva e inadequada, uma proteína normal do cérebro (TAU) em proteína anormal (A68) encontrada nos neurofilamentos encefálicos. Mas todas essas causas ainda são consideradas hipóteses. Não existe uma prevenção possível para esta doença. Só um tratamento médico-psicológico intensivo do paciente, que visa mantê-lo o maior tempo possível em seu tempo normal de vida. Com a ajuda da família e a organização de uma assistência médico-social diversificada é possível retardar a evolução da doença. Em 1993, a Food and Drug Administration autorizou a comercialização nos Estados Unidos, do primeiro remédio contra a doença - THA (tetrahidro-amino-acrime) ou tacrine.

•·         Doenças infecciosas do sistema nervoso

Vírus, bactérias, protozoários e vermes podem parasitar o sistema nervoso, causando doenças de gravidade que depende do tipo de agente infeccioso, de seu estado físico e da idade da pessoa afetada. Diversos tipos de vírus podem atingir as meninges (membranas que envolvem o sistema nervoso central), causando as meningites virais. Se o encéfalo for afetado, fala-se de encefalites. Se a medula espinal for afetada, fala-se de poliomielite. Infecções bacterianas também podem causar meningites. O protozoário Plasmodium falciparum causa a malária cerebral, que se desenvolve em cerca de 2 a 10% dos pacientes. Destes, cerca de 25% morrem em conseqüência da infecção. O verme platelminto Taenia solium (a solitária do porco) pode, em certos casos, atingir o cérebro, causando cisticercose cerebral. A pessoa adquire a doença através da ingestão de alimentos contaminados com ovos de tênia. Os sintomas são semelhantes aos das epilepsias.

  • Coprolalia

É a tendência involuntária de proferir palavras obscenas ou fazer comentários geralmente considerados socialmente depreciativos e, portanto, inadequados. Coprolalia pode fazer referência a excremento, genitais ou atos sexuais.Coprolalia é uma característica rara de pessoas afetadas pela síndrome de Tourette e pela síndrome de Lesch-Nyhan. Coprolalia é um termo emprestado do idioma grego (ou κόπρος) que significa "fezes" (dejetos fecais) e λαλία, que significa "tagarelas, conversa sem sentido". Coprolalia comporta todas as palavras e frases que são consideradas tabus sociais ou que são tidas como inaceitáveis fora de certos contextos. O termo coprolalia não é utilizado para descrever xingamentos contextualizados. Coprolalia geralmente é expressada fora de contexto social e emocional.

 

Transtorno Obsessivo Compulsivo - T.O.C

As pessoas obsessivas, detalhistas, perfeccionistas tem grandes qualidades: costumam ser trabalhadoras, competentes e confiáveis. Aqui estamos falando de uma doença em que essas características atrapalham a vida da pessoa. Ou seja, deixam de ser uma qualidade e passam a ser um problema.

1) Sintomas:

O TOC se caracteriza basicamente pela repetição de gestos, rituais, pensamentos e atividades que a pessoa sabe que não fazem sentido, mas que não consegue evitar. Se não executá-los passa por uma ansiedade brutal ou acha que poderá acontecer algo de ruim para si ou para outras pessoas. Uma das características principais é que a pessoa tem consciência de que os rituais ou pensamentos não tem lógica, não são necessários porém são inevitáveis. Quando conta para alguém, às vezes até dá risada do absurdo, outras vezes tem medo de ser rotulada como louca, mas no instante em que o TOC "ataca", toda a lógica cai por terra e a pessoa se comporta como se fosse escrava dele.

Os sintomas podem ser os mais variados. Por exemplo:

  • Lavar as mãos muito mais do que o necessário.
  • Lavar a boca com água, sabão, álcool, etc.
  • Voltar para conferir portas, janelas, bico de gás, etc., mesmo tendo certeza que estão fechados.
  • Rezar, recitar, falar ou pensar em frases, palavras ou músicas de modo repetido.
  • Não pegar em objetos que poderiam ter caído no chão, ou tocado em algo sujo, ou terem sido tocados por alguma pessoa que poderia ter alguma doença.
  • Ficar se remoendo por ter feito algo que pode ter sido errado ou que poderia ter sido interpretado pelos outros como sendo errado.
  • Roer unhas.
  • Levar tempo demais para fazer coisas comuns, devido à repetição ou conferência exageradas (por exemplo abrir e fechar coisas repetidamente, conferir papéis e documentos muitas vezes).
  • Ficar se preocupando com a possibilidade dela ou de um familiar ter pego alguma doença (hoje em dia a cisma mais freqüente é de estar contaminado com AIDS).

2) Fazem parte do grupo dos Transtornos Obsessivos Compulsivos os seguintes quadros clínicos:

  • Dismorfofobia ou Dismorfia Corporal, na qual a pessoa acha que alguma parte de seu corpo é feia ou deformada. Muitos pacientes passam por cirurgias plásticas que evidentemente não trazem "resultados" e chegam a se isolar socialmente pela "vergonha".
  • Cleptomania, na qual a pessoa furta objetos de pequeno valor, os quais poderia comprar. Em geral joga os objetos fora, ou dá para alguém, ou guarda como troféu. O impulso de furtar é precedido por grande ansiedade, posteriormente um alívio.
  • Sexo Compulsivo.
  • Jogo Compulsivo e Compras Compulsivas que são problemas osessivos mas são tratados de modo bem diferente do TOC.
  • Colecionismo ou Hoarding: acumular quantidades enormes de papéis, documentos, jornais velhos, objetos, tranqueiras, sem nenhuma utilidade.
  • Síndrome de Tourette, consiste em ter tiques e cacoetes principalmente com a cabeça, pescoço e mãos, emitir sons pela garganta. Embora faça parte do TOC, seu tratamento é diferente.

Sugestão: assista ao filme "Melhor Impossível", com Jack Nicholson e Helen Hunt.

 

PLEXOS NERVOSOS

 

 

  1. Plexo cervical:
  • raizes: C1, C2, C3, C4
  • Principais ramos:
  • Nervo frênico: m. diafragma
  • Alça cervical: músculos infra-hioídeos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2. Plexo braquial:

  • Raízes: C5, C6, C7, C8, T1.
  • Troncos: Superior: raízes C5 + C6. Médio: C7. Inferior: raízes C8 + T1. Fascículos: lateral, medial e posterior.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nervos intercostais:

 

  • T2 à T6: intercostais típicos.
  • T7 à T12: tóraco-abdominais.
  • T12: subcostal.
  • Plexo lombossacral:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                               

 

 

 

 

Plexo lombossacral:

 

  • Porção lombar:
  • n. ílio-hipogástrico (cutâneo).
  • n. ílio-inguinal (cutâneo).
  • n. gênito-femoral (pele e m. cremáster).
  • n. femoral (pele e mm. anteriores da coxa) .
  • n. obturatório (pele e mm. mediais da coxa).
  • raiz lombar do n. isquiático.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS:

 

 

  1. Gray H, Williams PL. Anatomia. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Coogan, 1996.
  2. Rohen JW, Yokoshi CH. Atlas Fotográfico de Anatomia Sistêmica e Regional. São Paulo, Ed. Manole, 1993.
  3. Carpenter MB. Core Text of Neuroanatomy. Baltimore, Ed. Williams & Wilkins, 1991.
  4. Machado AB. Neuroanatomia functional. São Paulo, Ed. Atheneu, 2000.
  5. Kingsley RE. Manual de Neurociência. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Koogan, 2001.
  6. Moore, Keith L. Anatomia orientada para a clínica. Rio de Janeiro. Editora Guanabara Koogan, 2000.
  7. Sobotta. Atlas de anatomia humana. 02 volumes. Rio de Janeiro. Editora Guanabara, 2002
  8. Netter, Frank H. Atlas de anatomia humana. 2ed. Porto Alegre. Editora Artes Médicas - ARTMED, 2000.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Profº Esp. Gleyderr Jurdann S. Cabral

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Natal/RN2009